Serviço Social

 

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Pelo Sonho é que vamos,

comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,

Basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria,

ao que desconhecemos

e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos.

In Pelo sonho é que vamos, Sebastião da Gama

ENQUADRAMENTO

A intervenção social em contexto escolar, com indivíduos em vulnerabilidade, debate-se com um contraste de realidades sociais e humanas, que muitas vezes contribui para o afastamento dos seus actores sociais. Neste sentido, as equipas técnicas pretendem, com o seu trabalho, mediar as diferenças culturais, fomentando o respeito e o direito à diferença, fazendo da parceria base de intervenção. É desta forma que se procura, continuamente, um envolvimento efetivo capaz de potenciar o sucesso educativo e social dos alunos e seus familiares.

O Serviço Social em contexto escolar revela um grande potencial, uma vez que os técnicos se inserem num meio no qual as crianças/jovens passam muito do seu tempo: a escola. Esta situação de proximidade propicia o estabelecimento de uma relação de confiança, um dos pilares fundamentais para o sucesso da intervenção.

O programa TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) implementado, como o próprio nome indica, em zonas geográficas consideradas problemáticas constitui-se como uma óptima oportunidade de desenvolvimento do Serviço Social escolar. Ao estar inserido neste projecto o objectivo do Técnico de Serviço Social é essencialmente “…promover o sucesso educativo dos alunos integrados em meios particularmente desfavorecidos.” (www.min-edu.pt).

 

FUNÇÕES DO TÉCNICO DE SERVIÇO SOCIAL NAS ESCOLAS

O técnico superior de serviço social desenvolve, no quadro do projecto educativo de escola e no âmbito do serviço de psicologia e orientação respectivo, as funções inerentes à sua especialidade, no seio do apoio sócio-educativo, competindo-lhe, designadamente:

  1. Colaborar com os órgãos de administração e gestão da escola no âmbito dos apoios sócio-educativos;
  2. Promover as acções comunitárias destinadas a prevenir a fuga à escolaridade obrigatória, ao abandono precoce e ao absentismo sistemático;
  3. Desenvolver acções de informação e sensibilização dos pais, encarregados de educação e da comunidade em geral, relativamente às condicionantes sócio-económicas e culturais do desenvolvimento e da aprendizagem;
  4. Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento pessoal;
  5. Colaborar, na área da sua especialidade, com professores, pais ou encarregados de educação e outros agentes educativos na perspectiva do aconselhamento psicossocial;
  6. Colaborar em acções de formação, participar em experiências pedagógicas e realizar investigação na área da sua especialidade;
  7. Propor a articulação da sua actividade com as autarquias e outros serviços especializados, em particular nas áreas da saúde e segurança social, contribuindo para o correcto diagnóstico e avaliação sócio-médico-educativa dos alunos com necessidades especiais, e participar no planeamento das medidas de intervenção mais adequadas (Decreto-Lei N.º 184/2004 de 29 de Julho).
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